Lembro-me quando fazia piqueniques na minha infância. Não era igual ao do Zé Colméia. Mas bem que a gente tentava. Eram os famosos guisado que fazíamos na casa da Gardênia ou na casa do Edson. Fazíamos comida de panela: arroz etc e tal, com fogagueiros. Pense na gororoba. O que valia era a folia.Cresci e peguei gosto pela coisa. Queria ter mais tempo e disponibilidade para cozinhar mais. Os amigos dão o maior apoio (claro!). Não uso o expediente de dizer que não gosto de lavar panela depois. O fato não é esse. Acho que gosto mais do movimento que a comida confere do que o próprio ato de cozinhar. Gosto de ver o povo envolto da comida, se divertindo e se empanturrando.
Como já é sabido, vezenquando minha casa vira buffet. A tchurma liga e diz que a festa é aqui. Fazer o quê? Nunca mais cozinhei e tenho saudades. A última empreitada foi feijão verde. Carne de Charque, queijo coalho, maxixe, quiabo... Eita! Levei até pros meus meninos da unifas. Rendeu, viu? Como sempre, Zésergio e FCReis são as cobaias. Não se sintam excluídos. É que as coisas acontecem rápidamente e eles sempre estão por perto.
Andei comendo e com vontade de fazer cozinha fusion. Baitolagem, claro. Comi na casa de Charles W. um risoto de camarão e morangos. Dilícia. Comi na casa de Antônio, em BSB, um prato espanhol com um nome que eu não lembro. Trata-se de pão com vários recheios, de salmão à banana flambada. Vou tentar resgatar os dois pratos. Vocês estão convidados.
Bom, julho está chegando. As férias não, pois não tenho mais férias em julho (mas isso é um outro papo). Vou ter mais tempo pra ficar em casa, ver meus vídeos, escutar minhas músicas, usar menos a internet, ler os restos dos livros e cozinhar para os amigos. Juro! Os pratos que sempre saem por aqui serão esquecidos, como pasta de mariscos, lasanha de berinjela, yaksoba... Novos virão. Se cuidem. Tô com saudade deste movimento.
O que ficou de tudo isso: fogão novo, geladeira nova, gás tubular e uma faxineira que há seis meses reclama: “por que o senhor não me deu o fogão velho?” Porque eu não quis, ora!
Inté.
X
O que ficou de tudo isso: fogão novo, geladeira nova, gás tubular e uma faxineira que há seis meses reclama: “por que o senhor não me deu o fogão velho?” Porque eu não quis, ora!
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