sábado, 14 de junho de 2008

Cada um no seu quadrado!

Acho que a minha frase de efeito do ano passado foi “não se meta”. Ou como em bom cearês, “se meta não”. Nós temos hábito de primeiro afirmar e depois negar, ou vice-versa. Exemplo? Pergunta: “você vai lá em casa? Resposta: “não, eu vou!“. Tem uma ótima que é: “vem cá, vai lá!”. O povo dos outros estados ficam doidim com estas coisas.
Retomando ao “não se meta”, fiz deste bordão uma febre no trabalho. Uma ruma de gente já aderiu a esta máxima do mundo moderno: não se intrometer na vida alheia. Desta frase surgiu o “não me conte os seus problemas”, outra que metralho nas pessoas o tempo todo.
Em 2008 novas frases apareceram. Umas sem efeito e outras de efeito bombástico!. Ainda na linha do “se meta não” tem a aquela que diz mais ou menos assim (eita, vai cantar é?????): “fique na sua que o negócio aqui é apostado”. Isso foi contribuição de MChaves. Por sinal, ele é cheio que dizê-zins. Outra dele é “isto é negócio entre A e B”.
Bem, como deu pra perceber, só fixo as frases em que se excluem quaisquer possibilidades de alguém entrar na conversa que está rolando. É... acho que ando meio assim. Parece que não quero que ninguém se meta com as minhas coisas. Será que estou fechado pra balanço? Ou será que sempre fui assim e só agora me dei conta? Como este blog não é para divagar sobre minha auto-percepção de mim mesmo enquanto pessoa humana, fico por aqui. Vou comer um filé com fritas sem o molho lá no Assis que é melhor.
O que ficou de tudo isso: que encarar de frente, conviver junto, certeza absoluta e outra alternativa são redundâncias que costumo proferir. Só o FCReis impriquitou comigo dizendo que existe goteira sem ser no teto. Quem quiser pode explicar pra ele, pois eu vou é simbora!
Inté.
X.

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