
Um amigo falou que só se conhece uma cidade andando de ônibus. Concordo com ele. Pena que minha cidade não disponha de transporte público decente. Quando viajo sempre ando de ônibus. Tenho um certo privilégio de me hospedar em locais de fácil acesso. Em BSB, todos os ônibus do mundo passam na porta do Flavim e me deixam no trabalho. Em Saõ Luiz, todos me deixam na praia ou no Centro Histórico. São Paulo, apesar das demoras, não via problemas. Em Londres (irnobando...), o 54 e o 23 formam uma dobradinha de dois andares que facilitam ver a cidade melhor.
Outro amigo disse que não era tatu pra andar de metrô. O negócio dele é andar à pé ou de ônibus. Claro que um taxi ajuda e não vou dizer que um carro na porta seja desnecessário. Só estou dando crédito à fala de que conhecer uma cidade por meio dos transportes urbanos é uma!
Não quero parecer esnobe ou excêntrico ao falar de ônibus quando a maioria esmagadora da população utiliza este meio de transporte. Nem ser boçal vivendo em uma cidade que não tem metrô. Nada disso. Não esqueço meus dias de Antônio Bezerra - Unifor, pendurado e enjoado (naquela época, bebia muito leite e não sabia que tinha intolerância à lactose. Leite e Antônio Bezerra-Unifor não combinam mesmo). Lembro-me dos domingos pegando o Circular (1 ou 2?) pra ir à Ponte Metálica. Sem falar dos Corujões...
Mas o que me motivou a escrever sobre transporte não foi o Metrô de Fortaleza (rs), mas o trabalho que um desingner brasileiro, Eduardo Oliveira, fez sobre a Brasília, o carro. Pra quem é da turma dos 21 anos, Brasília foi um carro produzido até 1982 pela Volkswagen. Aliava a robustez do Fusca com o conforto de um automóvel com maior espaço interno e desenho mais contemporâneo (pra época, claro). Era um carro pequeno, de linhas retas e grande área envidraçada. Esse nome é uma homenagem à minha querida BSB. Meu pai tinha uma branca, com dois carburadores. Nem sabia o que era isso até ter um Fiat Uno à alcool... O Dinho do Mamonas tinha uma amarela. Lembrou, né?
O fato é que eu me encantei com a New Brasília projetada pelo rapaz. Nem tenho verba e nem quero (nesta ordem) trocar de carro, mas confesso que fiquei motivado quando ví esta simulação. Mandei até um alô parabenizando o rapaz. Trabalho belíssimo, primoroso!
Depois de ser cantor, penso em ser disigner e padeiro. Depois falo sobre isso.
Enquanto isso, vou por aqui, fazendo música, jogando bola.
O que ficou de tudo isso: a gente encontra inspiração onde menos espera.
Inté.
X.
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