Dezembro é um mês atípico pra todos. Em especial, para aqueles que nasceram neste derradeiro mês, porque, aí, junta o inferno astral.Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede o aniversário. É um período onde a gente fica mais sensível e precisa se dar a si mesmo mais atenção. Durante essa fase, os entendidos recomendam fazer um balanço da vida. É interessante que em dezembro minha rotina fica mais tranquila. Aí é quando eu vou organizando a casa e a cabeça.
Pois, então, aproveitando que a cabeça fica livre vou lembrando as coisas que tenho que fazer. Isso é recorrente em todo final de ano:
- As cadeiras de casa estão rangendo. Troquei 2 vezes as borrachinhas dos pés das cadeiras. Acho que vou amarrá-las com câmara de ar de pneu de trator. Preciso comprar os tais dos feltros novamente
- A porta de entrada continua lá, celebrando o show da Alanis Morrissete de 2004. Um doidim que foi lá em casa dia desses disse: deixe comigo! Só escuto promessas e promessas. Preciso criar coragem, colocar um shortim e pintar a disgramada.
- Ah! O varal de roupas eu troquei ontem. Nem precisei de ajuda externa. Quando me empenho, faço as coisas direito. Tudo bem que o último varal foi um presente do ZéSégio, inclusive a instalação. Desta vez, não tive coragem de pedir pra instalar. Preciso ser mais pró-ativo.
- Todo ano, minha amiga VanessaC pergunta o que eu quero de presente. Esqueci de pedir um sofá. Olha que esta estória de sofá já rende uns 80 posts. Morro de preguiça destas compras. Até que o dinheiro do décimo dá, mas é que eu acho uma mão de obra danada. Cansei. Não quero mais falar disso. Preciso de um design.
- O dente que fiz canal está escurecendo. Meu dentista marcou pra janeiro o clareamento. Disse pra ele que não queria ficar com sorriso “mentex”. Meus dentes são irregulares e tenho medo de ficar parecendo o Chuck. Preciso correr com isso.
- Ganhei coisas que sempre são bem-vindas: canetas, canetas e canetas. Tenho umas 18 e não vou dar pra ninguém. Meias, cuecas, canetas, agendas são sempre presentes que gosto e que o povo não gosta de dar. Besteira. Foi-se o tempo que dar cueca de presente era constrangedor. Aliás, foi-se o tempo em que se dava presente. Preciso me desapegar.
E aguarde que vem assunto por aí: a confraternização do prédio, meu aniversário, meu exame de próstata, o show da Amy, minha volta às caminhadas, eu e a acupuntura... Vai tentando que um dia eu posto.
O que ficou de tudo isso: Fica sempre, um pouco de perfume das mãos que te oferecem rosas, das mãos que sabem ser generosas.
Inté.
X.
Nenhum comentário:
Postar um comentário