Nasce Eros, O Amor, e com ele a ordem do universo.Estaríamos utilizando o termo AMOR de uma maneira leviana? “Amor ao dinheiro”, “amor a Deus”, “amor à pátria, a idéia de justiça, à família, ao trabalho”...? Não seria mais coerente: desejo de posse do dinheiro? Interesse pelo trabalho? Amizade dedicada ao amigo?
Olha que bacana o que eu achei nos meus apontamentos sobre o amor: “O amor ocorre quando os afetos despertados solicitam a proximidade de alguém e estimulam a benevolência, ou seja, o amante deseja a presença do amado e tudo faz para o seu bem”. Os que depreciam o amor deveriam ter isto escrito nos para-choques des seus caminhões.
A Mitologia nos diz que éramos seres duplos e que desafiávamos Zeus. Este cortou-nos em dois para enfraquecer-nos. Daí, nossa eterna busca pela cara-metade. Assim, o amor recíproco se origina da tentativa de retornarmos à nossa forma primitiva. Deste modo, entendo que o amor é o “sair de si”, ir buscar no outro o que falta. Um exercício de doação e de humildade. Recíproca, claro.
Para os narcisistas isso é um terror: ele morre na medida que torna impossível a ligação com o outro. Isso requer maturidade, liberdade e vínculo. O amor imaturo é exclusivista, possessivo, egoísta, dominador. No amor livre, a presença do outro é solicitada em sua espontaneidade, os dois escolhem livremente estar juntos.
Mas, o amor tem riscos: medo da perda de si mesmo, o medo da separação. Mas, para isso, cito Edgard Morin, pensador francês: “Vida quer dizer arriscar-se à morte: e fúria de viver quer dizer viver a dificuldade”. Se joga.
O que ficou de tudo isso: cumpri o prometido.
Inté.
X.
Um comentário:
O amor pra mim é sorrir. =]
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