
Continuo achando que esperar é muito melhor do que ser esperado. Se eu fosse ser entrevistado pela Marília Gabriela e ela me perguntasse sobre aquilo que me deixa estressado, diria: ser esperado. Tem gente que é expert nisso, nénão? Não estou falando de ninguém, especificamente. É eu que estou aqui de bobeira esperando o tempo passar e me dei conta desta minha característica. Sobre esperar, já tenho o meu kit: a revista da semana, o livro de filosofia da Tiburi, a agenda para destacar assuntos importantes para este blog e o celular, no qual eu fico apagando os telefones eu capto e nunca vou ligar. Tudo isso faz o tempo passar. Ficar conversando miolo de pote, também. Mas vá fazer isso na sala de espera de um ortopedista! É só reclamação. Enquanto eu esperava, três senhoras falavam de suas mazelas. Uma querendo ser mais as pregas, em matéria de dor, que a outra. Nem.
Mas esta minha relação com horários vem desde que eu me entendo por gente. Coisa de gente sistemática (como já falei aqui anteriormente, em outros posts). Mas veja só: tudo no meu trabalho (trabalhos, pois tenho mais de um) é em função de tempo: atividades de 30min, 45 minutos, 50 minutos... E ainda bato ponto.
Desde quando eu brincava com meus amigos, quando criança, que meu tempo era marcado: saía pra brincar quando terminava a novela das 6 e voltava quando terminava a das 8. Naquela época, todos ficavam com as cadeiras nas calçadas e perguntávamos: D. Cleide, já começou Baila Comigo? Era aquela novela do Quinzinho e o João Victor (Tony Ramos e Tony Ramos). Às vezes, eu aloprava e fica na rua até o horário do Viva o Gordo. Minha mãe reclamava... Mas, não tinha jeito. Sempre fui rueiro.
Cresci com este relógio bio-sócio-profissional! Fazer o quê. Agora, não me deixe esperando muito, não, visse? Você vai ver a cara de cão que eu fico.
O que ficou de tudo isso: Fiz a 8ª faxina geral do ano. Desta vez foram embora todas as “obras de arte” que um dia eu pensei em expor no Louvre.
Inté.
X.
Mas esta minha relação com horários vem desde que eu me entendo por gente. Coisa de gente sistemática (como já falei aqui anteriormente, em outros posts). Mas veja só: tudo no meu trabalho (trabalhos, pois tenho mais de um) é em função de tempo: atividades de 30min, 45 minutos, 50 minutos... E ainda bato ponto.
Desde quando eu brincava com meus amigos, quando criança, que meu tempo era marcado: saía pra brincar quando terminava a novela das 6 e voltava quando terminava a das 8. Naquela época, todos ficavam com as cadeiras nas calçadas e perguntávamos: D. Cleide, já começou Baila Comigo? Era aquela novela do Quinzinho e o João Victor (Tony Ramos e Tony Ramos). Às vezes, eu aloprava e fica na rua até o horário do Viva o Gordo. Minha mãe reclamava... Mas, não tinha jeito. Sempre fui rueiro.
Cresci com este relógio bio-sócio-profissional! Fazer o quê. Agora, não me deixe esperando muito, não, visse? Você vai ver a cara de cão que eu fico.
O que ficou de tudo isso: Fiz a 8ª faxina geral do ano. Desta vez foram embora todas as “obras de arte” que um dia eu pensei em expor no Louvre.
Inté.
X.
Um comentário:
...uma alma evoluída! Saber esperar sem reclamar, é sim. Fico logo estressadim e puto da vida com a demora.rsrs
Mas gostei das dicas de ter sempre algo por perto "para fazer". O foda é quando a espera é tamanha que esgotamos todas as opções. Aí só nos resta ficar com cara de cão bravo mesmo e nada mais.
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