Raramente como em casa. Os motivos são vários: a) o tempo que se gasta para construir a comida; b) a sujeira e a necessária lavagem posterior; c) acabo gastando mais cozinhando só pra mim; d) enjôo da minha comida com facilidade; e) não desperdiço comida ao comer fora de casa; f) tem sempre um local com comida bacana e barata perto de mim todos os dias; g) posso variar e comer coisas que não sei fazer, fígado acebolado, por exemplo!Mas não pense que eu sou um perdulário. Às vezes, acho que sou até mão de vaca por saber do valor que o dinheiro tem/teve na minha formação com sujeito. Procuro não irnobá. Mas, convenhamos, os itens que citei acima são suficientes pra justificar uma boquinha na rua, né não? E comendo fora acabo por respeitá-los ainda mais: os garçons.Na adolescência, lá estavam eles, colocando um engradado de cerveja vazia no Valdir Drink’s, lá na Bezerrona de Meneses. A cena tá ainda fresquinha na memória. Também tinham os potes de maionese e catchup que eles jogavam na mesa do Babalu (hoje, Bebelu) e que chiringava-mos no cheeseegsburgbacon ou no famoso prechesseseburgbacon. E não muito longe dalí – da adolescência – tinham os graçons do Outras Palavras que, ao final da noite, sentavam conosco e cada um pagava uma. Fiquei amigo de todos. Fui até padrinho de casamento. Bons tempos.
Mais recentemente, lembrei do dia em que vi em um cardápio uma caipiroska de mamão. Peguntei ao garçon: “Cê tem coragem de beber?”. Claro que a resposta foi “neeeeeem”. Tem outra com a "deliciosa"carne de avestruz. Perguntei a um garçon se o povo tem pedido muito avestruz. Ele disse: "tem uns doidos que pedem. Ô bicho ruim, viu?”.
Quando apareço na TV, eles vêm falar comigo todos orgulhosos. “Te vi na televisão. Falou bem!”. Fico todo todo.
Tem os interestaduais também. Lá em BSB, pedi um campari que tava demorando muito a chegar. Falei pro garçom: “Olha, não precisa ele vir bem vermilhim. Traz rosadim mesmo. Não tem problema”. Lá no Beira, Flavim tem o seu favorito: Arleudo, que é a cara do Dino da Silva Sauro.
Ruim mesmo é garçon de rodízio. Fica enchendo o saco empurarndo comida na gente. Sem falar naqueles que ficam enchendo o copo ou levando o copo pela metade e deixando um cheinho (geralmente de espuma). Eu estava com quem quando um garçom colocou chantilly no feijão no lugar de nata?
Vixe como tem estória. Tem até aquela que eu não vou contar pois o restaurante aqui já está fechando.
O que ficou de tudo isso: Ia escrever sobre o Michael, mas não tive saco. Deixa enterrarem o homi que eu abro a boca sobre o que eu sei.
Inté.
X.
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