domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ei, Kojak / Ei, Kojak / Homem da lei

E Fortaleza tá virando Olinda.
Não sei o que deu no povo daqui que despertou pro carnaval. Mais precisamente pro pré-carnaval. Fiquei impressionado ontem quando ví da janela do meu ap um bloco passar cantando “Oliiiiiiiiiiiinda, quero cantaaaaaaaaaaaaar / A tíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, teus coqueiraaaaaaaaaaaaais...”
Não estou reclamando, só acho este movimento interessante.
Há algum tempo Fortaleza vem tendo as prévias do carnaval. Começou com “A Merda”, depois “O Cheiro da Merda”, seguido do “Concentra”, das “Cachorras” e agora são mais de 40 espalhados por toda a cidade. Mas na data real do carnaval todo mundo se escafede! E sou um que vou conferir o frevo na matriz.
Ontem, também, fui pras “Cachorras”. O bacana é que rola samba até tal hora. Fui com os dois e encontrei o Norjosa por lá, que por sinal, estava comparando o Benfica à NY. Eu agüento? Depois fomos tomar uma lá no Cantinho Acadêmico.
A gente vê o que é um verdadeiro mix étnico- político-sócio-cultural. Realmente é uma festa democrática: patricinhas escovadas, bichos-grilos, senhoras desquitadas (é o nooooovo), tenagers, oldagers, povo do nome grande, cafuçús, crianças, donas-de-casa e muitos, mas muitos, muitos ambulantes vendendo até a mãe. Imagine como ficam as ruas: cheias de lixo e fedendo a mijo. Reflexo do crescimento carnavalesco alencarino.
Mas acho bacana a iniciativa da Lôra em estimular a festa de pré-momo por aqui. São tranquilas, sem violência, democráticas e pertinho de casa.
Eu, que não sou um folião 10-nota-10, fui esquentando os tamborins pra Olinda verdadeira: reclamando do povo me empurrando.
O que ficou de tudo isso: antes de sair na “troça” terminei de ler um livro sobre Leila Diniz.
Inté.
X.

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