Ganhei um carro em um momento muito delicado dos meus quase 40 anos. Tava saindo, ou ainda estava, em uma crizezinha. Tava mudando de vida. Na verdade, eu estava voltando pra vida que eu tinha e nem havia percebido. Bom, isso é coisa minha. Papo meu. Coisa de capricorniano.Eu tava em uma reunião quando recebe um telefonema: “Tu ganhou um carro”. Era a voz trêmula e emocionada de minha amiga VCláudia – aquela que adora casar. Saí dalí direto pro banco. Chegando lá a gerente me irnobô: “Não, não tem nada pra você”. Minha “advogada” emergencial esfregou o tal do título de capitalização na cara da gerente e mostrou que o sorteio do carro tinha sido mesmo naquele dia. Olhei pra um banner de um Eco Sport e pensei: “Foi hoje o meu dia! Ihiiiiiiiiiiiiiiiiiii!”. A sub-gerente, mais humilde, mais simpática e menos poderosa, veio me parabenizar pelo “Celtinha” que eu havia ganhado!
Fui assunto durante meses no banco e no trabalho. Demorou 04 meses pra eu receber o carro e já não tava agüentando dar satisfação sobre a demora. Virou um calvário, acredite.
Pra receber o carro, foi um teatro. Foi marcado um café da manhã no hall do banco (mico 01); o carro estava em cima de um reboque com um laço de fita (mico 02); tirei retrato abraçando a tal gerente com a chave na mão (mico 03)...
Eu falo, falo, falo, mas quem não gostaria de estar no meu lugar, né?
Este prêmio levantou minha moral! Pense numa coisa providencial.
Melhorei o humor e ainda troquei meu da época carro e o “Celtinha” pelo carro que estava namorando há tempos.
Nada como ter o que a gente tava namorando.
O que fica de tudo isso: procuro não desperdiçar minha sorte com rifinhas de mp3.
Inté.
X.
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