Mas Ney, como é que você faz uma presepada dessas?Foi o que mais da metade do Teatro Nacional pensou quando acabou o “show do Ney Matogrosso”.
Vou explicar. Vendido, como está no ingresso, como um show do Ney cantando Tom Jobim, o que vimos foi uma canja dele num show do Zé Renato (Ex-Patrícia Pillar, a Flora da Favorita).
Zé Renato cantou umas oito músicas com aquela voz de quem faz técnica vocal com professor de canto lírico. Ainda por cima, escolheu as músicas mais chatas da bossa nova (que por sinal, quase todas têm este perfil – que me desculpem os bossanovistas). Tudo bem, eu li antes algo sobre o espetáculo e já estava preparado para algo do tipo, mas convenhamos...
Depois veio a Roberta Sá. Muito boa a garota. Só deu dentro no repertório. Mas, cadê o Matogrosso? Só foi entrar lá pelas tantas. E como saiu no Correio Brasiliense: leu as letras, cantou cinco músicas e “foisimbora”.
Eles cantaram juntos o “grande final” com cara de improviso. O bis? Voltaram constrangidos. Mas, realmente foi um bis: cantaram novamente a música que ensairam juntos. Zé Renato muito feliz, claro, pegando carona em tudo. Roberta Sá no lucro e Ney com aquela cara de quem estava louco pra ir pro hotel.
A platéia educadamente aplaudiu, mas fiz questão de olhar as caras. Muitas decepções. Pagaram e não levaram. Já ia me esquecendo: também rolou umas instrumentais com o maestro do show. A Orquestra de Cordas de BSB, que acompanhava a todos, estava de arrepiar. O preço do show também.
Só sei que o assunto rendeu. Bom, pra esquecer, fomos ao show do The Cult no outro dia. Mas aí e uma outra conversa...
O que ficou de tudo isso: um banquinho, um violão e um aborrecimento. Pra mim não... Eu até curti a Robertinha.
Inté.
X.
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