quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Brincar de ABBA

Eu cheguei até a desacreditar no filme nos primeiros 15 minutos, mas o que senti foi que a minha vida estava ali, bem perto.
Longe de qualquer julgamento saudosista, o filme "Mamma Mia" veio para divertir. Os atores quase declamam as músicas e ninguém tem o compromisso de cantar bem. Aliás, quase ninguém canta bem. Mas pra quê? Acho que o filme não tem pretensão nenhuma de querer ser um musical daqueles ou uma obra de arte. Que foi ver pensando em “Chicago”, dançou....No filme e na platéia todos querem se divertir. Principalmente Meril Streep. E eu também. A Perla vem se divertindo há tempos com sua Imaculate Collection de covers do ABBA.
Por falar na platéia, só ví trintões, digo, quarentões e pelo visto adoraram o filme como eu. Tinha uma cantando todas as músicas...ômedeus...
Muitas cenas lembraram minhas performances com RFalcão aqui em casa. Não que a gente se vista de Agnetha, Bjorn, Benny ou Anni-Frida. Mas por curtir a música e fazer caricatura de nós mesmos. Rir no meio de tudo. Isso é Mamma Mia. Vá sem estresse!
O ponto alto é “Voulez Vous” dançada em uma típica cena de festa de casamento. Só que na Grécia. Que lugar é aquele...
A baixinha com cara de tia Vera só dá dentro (apesar de ser um pouco caricata). São dela dois momentos magistrais: o início de “Chiquitita” e de “”Take a Chance on Me”.
Ei, fique até o final dos créditos, viu? Tem um show bem a minha cara e resume todo o filme: uma câmera e uma escova de cabelo na mão fazem a maior festa. Sim, se for pra encher o meu saco depois ("que filme besta", "perdí meu dinheiro com esta bobagem") nem vá. Ou seja, vá ver o último filme do Waltinho que é melhor.
O que ficou de tudo isso: Não vou virar crítico de cinema. Atualmente, tô querendo mesmo é botar um bunequim organizado. Que tal aqui no sábado? Take a chance on ABBA!
Inté
X.

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