domingo, 4 de maio de 2008

Um dia a casa cai!

Tem um dia na semana que eu paro em casa (é, este dia existe!) e fico ajustando tudo que está desmantelado. Duchinha do banheiro, luzes queimadas, roupas que não uso e limpar armários fazem parte deste ritual. Mas quem anda por aqui sabe que os lustres nunca estão limpos, as rachaduras no teto ainda continuam e o varal tá só a misericórdia.
Na verdade, eu gosto de cuidar da casa. Sempre procuro deixá-la bem limpinha. Acho que faz parte dos “cuidados de si”, como disse Foucalt (filósofo francês bem doidim do juízo). A casa da gente é uma extensão do nosso corpo e da nossa mente. Reflete o que somos e o que queremos.
Bem, mas vocês hão de convir que tem aquelas coisas chatas: o garrafão de água acaba e você tem que trocar, as garrafas secam e você tem que enchê-las, as roupas do varal secam e temos que guardá-las, as festinhas acabam e a casa tem que ser limpa... Coisas que não me apetecem muito.
Quando faço uma geral nas minhas gavetas acabo descobrindo que, a cada dia, tem mais livros na fila de espera pra eu ler. Vejam: Lições de francês, Vitrola psicanalítica, Não temas o mal, Os Desafios da terapia, O Demônio do meio-dia – uma anatomia da depressão, A Afinação do mundo e Chega de saudade. Alguns eu já ensaiei umas páginas, outros não sei nem como é a letra. Tenho uma rotina de leitura com pouco tempo disponível. Pra literatura, claro, pois acabo lendo mais textos técnicos. Outra coisa dentro das gavetas são as besteirinhas que recebo nos aniversário e das viagens dos amigos. Meu povo, tava vendo como eu tenho lembrancinhas do ZéPlá! Tô reclamando não, mas é bregueço, viu?
Os cds também são um caso à parte. Tem uns ainda lacrados: Ana Carolina, Zélia Duncan, Rita Lee e tem um gospel (eles teimam chamar toda música cristã de gospel) que ganhei de uma aluna. Quem quer?
Lembrei agora do controle remoto da tv a cabo. Uma droga. Tenho que tirar e colocar as pilhas toda vez que ligo a tv. O tal do “mau contato”. Aproveitando que estou falando do quarto, ainda ontem passei uma solução com água sanitária dentro de todo guarda-roupa pra tirar o mofo que já se iniciava. O trabalhão. Não deixei a doida fazer o serviço com medo dela manchar as roupas. Sei lá... Aproveitei e separei roupa que não uso pra doar. Alguém me falou (e não foi a Kalil) que devemos doar as roupas que não usamos por uma ano. Separei todas que estão prontas pro endreço do Reverendo (que anda sumido, por sinal)
Ô papo doméstico! Chatice, né? É a famosa falta de assunto.
Então, é melhor acabar logo. Vou me inspirar em outras coisas...
O que ficou de tudo isso: tem uma infiltração que cai em cima do papel higiênico. Se limpar com papel molhado não dá, né?
Inté.
X

Nenhum comentário: