Nesta terça-feira dois parentes faleceram. Uma tia, irmã de minha mãe e o marido de outra tia, irmã de meu pai. Quase nunca vou à cemitério (Graças!). Aliás, nem eu nem minha família (Graças 2!!!). Mas nesta terça o negócio foi acumulado. Ambos já estavam doentes. Sofriam de seqüelas de AVE (acidente vascular encefálico) e estavam bem mal.
Não vim falar de sofrimento, mas fiquei preocupado por minha mãe. Mas foi tudo bem.Que todos fiquemos bem.
Como meu blog é pra falar de cotidiano, não poderei deixar de contar das “prezepadas" da família Buscapé nesta terça de sol forte.
Chegamos cedo da manhã ao cimitério e apenas dois outros tios meus estavam lá. E logo fomos visitar o jazigo do lado paterno. Lá ia meu pai, moco-moco, falando bem alto que conhecia este e aquele defunto. Minha mãe, andando devagar por conta da perna, respondendo alto também. E eu, na minha santa paciência. Chegando no jazigo, meu pai sobre em cima da lage (ou laje, tanto faz) e faz um discurso ao seu estilo: “Rapaz, mas tá lindo, viu? Mandei passar cerâmica no bicho todo. Parece túmulo de barão”. Ele nem se deu conta que o coveiro tava cavando a cova para enterar o corpo do meu tio, que iria ser sepultado à tarde. Menino, quando ele viu o homem foi confusão, visse? O motivo eu só conto pessoalmente. O negócio foi feio... Ele ainda ficou lá falando que "os coveiros dão os ossos pros gatos", que "vai dar 1 real pra uma mulher tomar conta do jazigo"... Minha mãe disse com ironia: "Tu devias é colocar dois leões de cimento bem grandes aí em cima". Puxei a mamãe...
Chegamos cedo da manhã ao cimitério e apenas dois outros tios meus estavam lá. E logo fomos visitar o jazigo do lado paterno. Lá ia meu pai, moco-moco, falando bem alto que conhecia este e aquele defunto. Minha mãe, andando devagar por conta da perna, respondendo alto também. E eu, na minha santa paciência. Chegando no jazigo, meu pai sobre em cima da lage (ou laje, tanto faz) e faz um discurso ao seu estilo: “Rapaz, mas tá lindo, viu? Mandei passar cerâmica no bicho todo. Parece túmulo de barão”. Ele nem se deu conta que o coveiro tava cavando a cova para enterar o corpo do meu tio, que iria ser sepultado à tarde. Menino, quando ele viu o homem foi confusão, visse? O motivo eu só conto pessoalmente. O negócio foi feio... Ele ainda ficou lá falando que "os coveiros dão os ossos pros gatos", que "vai dar 1 real pra uma mulher tomar conta do jazigo"... Minha mãe disse com ironia: "Tu devias é colocar dois leões de cimento bem grandes aí em cima". Puxei a mamãe...
Entramos na capela para missa de minha tia. Minha mãe chegou falando alto e o padre manda ela se calar. Dê um desconto, a bichinha não tá acostumada com missa. Meu pai, lá pelas tantas, diz bem alto: “Esse padre fala muito ruim. Só quer comer os 130 reais da missa e se mandar pras praias". Claro que o padre ouviu e nessa hora, eu já estava lá no portão no cemitério–tério-tério. Na hora de sepultar a minha tia, minha mãe dizia bem alto: “Olha essa aqui é a filha do fulano de tal”. Meu pai: “de quem?”... E eu, já encaliçado, só esboçava um pequeno sorriso.
Pra finalizar, meu pai disse pra uma outra tia que o plano funerário tinha roubado ela, pois não ofereceu o que tava no contrato, que isso, que aquilo, que aquilo outro. Plano bom é o dele: tinha até direito a 50 pessoas chorando!
O que ficou de tudo isso: Agora vocês sabem por que eu fui morar sozinho.
Inté.
X.
Inté.
X.
Um comentário:
kkkkkkkkkkkk
desculpa amigo, mas me diverti muito com esse post. Meus sentimentos...rs
depois quero sber o que você só pode contar pessoalmente...rs
abração
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