Algumas pessoas perguntam por que eu me interessei em trabalhar com a voz humana. Resultados como os do Voca People já traduz muito da minha fala.
Ainda não nos damos conta do reflexo de nossa voz aos ouvidos, cérebro e coração das pessoas.Veja só: quando alguém liga pra gente percebemos pela voz o sexo da pessoa, seu estado emocional, características de personalidade, estado de sua saúde, delimitamos sua faixa-etária e nível sócio-econômico e, ainda mais, imaginamos o tipo físico de um esconhecido. Tudo isso percebemos sem ver a imagem e as expessões do sujeito. Quando os artistas tranformam tudo isso em arte, aí o bicho pega.
Existem artistas que se esmeram para que seu intrumento vocal seja um recurso que o torne diferente dos outros. Por outro lado tem aqueles que nem tchuns. Não tão nem aí, pois querem só faturar. E como faturam! Ficam roucos, inexpressivos, desafinados. Estes sãos animadores de platéias. Os outros, os verdadeiros artistas.
E retomando ao Voca People, que você pode ter uma breve e pequena idéia do que seja pela infernet, tudo se torna claro. Como oito vozes podem fazer aquilo tudo? Não falo somente de malabarismos vocais e virtuosismos. Eles também são generosos uns com os outros, empáticos com a platéia, desenvolvem um roteiro pra lá de redondo e têm um repertório super-xaxá.
A peça que eles cantam na infernet, um medley sobre a evolução da música, já abre o espetáculo deste grupo de alienigenas que vêm para terra em busca de enrgia musical. O show tem um tonzinho de sátira, mas com Madonna eles não economizaram. Depois passam pelos temas musicais do cinema, pela música erudita e, no quadro que mais gostei (só pra detacar alguma coisa dentre outras várias), cantam os standards da música pop romântica para uma garota da platéia que é chamada ao palco. Demaxxxxxxx. Ah! Dois deles são especialistas em beat box e colocam a platéia para fazer aqueles troços com a boca. Você ia morrer quando ouvisse eles cantando Queen e pra quem gosta do batidão, lá estava ele lá! O final? We are the wold!!! Pensei que eles iam melar o show. Que nada! Criaram um arranjo original de trás para frente. Como? Vá ao show em Melbourne que você verá. Vi o penúltimo show no Brasil. Dava pra ver outro, só que Fortal me esperava. Não o Fortal, mas minha terrinha. Cabei de chegar.
O que ficou de tudo isso: existe luz no fim do túnel.
Inté.
O que ficou de tudo isso: existe luz no fim do túnel.
Inté.
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Um comentário:
E a Mariah Carey???
Eu escuto a Mariah Carey,
Eu almoço a Mariah Carey,
Eu tomo banho escutando a Mariah Carey!!
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