Estava digitando o meu Currículo Lattes (quem tem a minha profissão sabe do que se trata) e lembrei do currículo da minha vida. Fui resgatando algumas coisas da memória e fazendo aquele exercício de lembrar das datas mais (ou menos) representativas da minha jornada.De um tempo pra cá percebo que estou iniciando o momento de estabilidade profissional (não estou falando da financeira... este é um outro departamento) e me pego cantando, sem mais nem porque... O cantando aqui não é literal, é me permitir ser menos rigoroso comigo mesmo. Quem me conhece acha que eu sou muito light nas minhas coisas, mas só Deus sabe o como eu levo a sério tudo que faço: do pão ao curso de dj. Vixe, acho que desviei de assunto...Mas voltemos ao currículo. Vejam aí o que já rolou nesse tempo de estrada:
Aos 3 anos: joguei um pedaço de pau em uma Kombi bem novinha que passava em frente da minha casa. Quebrou o vidro da desgraça. Eu "era" danado, visse? Fiquei dentro do guarda-roupa por umas três horas com medo que o homem viesse me arrancar a cabeça. Ainda hoje o cheiro de naftalina me trás esta lembrança
Os 08: acho que terminei a 1ª comunhão sem saber rezar o Credo. Pense no catecismo fraco! Todo sábado mudava a catequista. Faltava didática e motivação em todas. E eu com 8 anos pensando em didática e motivação.... O que me restava era subir no pé de goiaba e ficar comendo goiaba quente durante a tarde toda enquanto as aulas rolavam. Eita como ou fiquei doenta da garganta... Tenho uma foto parecendo um anjo, todo de branco, com uma vela na mão e com a garganta doendo.
Aos 10: rolou o primeiro beijo. Foi na prima do Jean. A tal da bricadeira de pêra-uva-maçã. Como eu sempre inventei moda, criei o beijo “luz estroboscópica”. Wando ficava acendendo e apagando a luz pra dar o efeito. Ô beijo paia. A língua da sujeita ficava entrando e saindo, bem fininha... experiência ruim, experiência ruim.
Aos 11: fimose. Eita como me lembro. Só saia uns pinguinhos de xixi e eu desesperado. Só contei pra minha mãe quando o negócio tava completamente obstruído. Depois da cirurgia, foi xixi pra tudo quanto é lado. Quando me lembro, fico suado. Lembro que a Dramaria, com seus 10 anos, perguntou pra mim o que era fimose. Dona Z. , que tava ouvindo o papo, disse: menina, deixe de conversa!!!!
Aos 14: entrada no mundo adulto. Hehehehehe
Aos 15: acho que rolou a primeira namorada nesta época. A turma era grande e todo mundo queria se meter. Claro que eu não deixava. Sempre fui assim: “nem pense em se meter na minha vida!”. Fui invocado desde sempre. Acho que namoramos 6 meses. Nem sei porque acabou. Hoje ela casou e eu estou aqui no mundo. Bom para os dois.
Aos 17: passei no vestibular para um curso que eu nem sabia direito o que era. Tive apoio dos meus pais. Hoje, minha profissão me deu tudo o que tenho. Acredito que dará a tal estabilidade financeira que eu falei lá na frente. Eu acredito piamente.
E pra não ficar muito grande, vou dividir esta saga em duas, oraite?
O que ficou de tudo isso: aos 14 anos tudo cheirava a esculhambação, mas eu sempre fui um garoto centrado! Deu nisso!!!!!
Inté.
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